No céu
A Lua
O objeto mais fácil de observar do céu, e o único outro mundo onde seres humanos pisaram.
A Lua está a cerca de 384 mil quilômetros da Terra, distância que varia porque a órbita é elíptica. Quando ela está no ponto mais próximo e cheia ao mesmo tempo, ganha o apelido de superlua — parece cerca de 14% maior, diferença difícil de notar a olho nu.
Ela mostra sempre a mesma face para nós. Não é coincidência: a gravidade da Terra freou sua rotação ao longo de bilhões de anos até que o tempo de girar em torno do próprio eixo ficasse igual ao de dar uma volta em nós. Chama-se rotação sincronizada, e é comum entre luas do sistema solar.
As manchas escuras são os mares, planícies de lava que preencheram bacias de impacto há mais de três bilhões de anos. As áreas claras são as terras altas, mais antigas e cobertas de crateras.
A hipótese mais aceita para sua origem é dramática: um corpo do tamanho de Marte colidiu com a Terra jovem, e os destroços lançados em órbita se juntaram para formar a Lua.
Sem ela, o eixo da Terra oscilaria muito mais, e o clima do planeta seria bem menos estável. Em certo sentido, devemos a ela as estações do ano como as conhecemos.
Por Caio Caprioli, com Claude.
Ver o céu de agora ↓