No céu
Órion
As Três Marias no meio, duas estrelas gigantes nas pontas e um berçário de estrelas logo abaixo do cinturão.
Órion é provavelmente a constelação mais fácil de achar depois do Cruzeiro do Sul, graças às Três Marias — três estrelas de brilho parecido, alinhadas e igualmente espaçadas, um arranjo raro no céu.
Elas formam o cinturão da figura. Nos cantos opostos estão Betelgeuse, uma supergigante vermelha tão grande que, no lugar do Sol, engoliria a órbita de Marte, e Rigel, uma supergigante azul que emite dezenas de milhares de vezes mais luz que o Sol.
Betelgeuse está perto do fim da vida e deve explodir como supernova — em algum momento dos próximos cem mil anos. Quando isso acontecer, ficará visível durante o dia.
Logo abaixo do cinturão há uma mancha difusa que o olho nu percebe como uma estrela borrada: é a Nebulosa de Órion, uma nuvem de gás onde estrelas estão nascendo agora. Num binóculo ela já aparece como névoa; num telescópio pequeno, com estrutura.
No hemisfério sul, Órion aparece de cabeça para baixo em relação às ilustrações clássicas, feitas por observadores do norte. Aqui, as Três Marias são frequentemente vistas como parte de uma panela.
Por Caio Caprioli, com Claude.
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